Petróleo

Petróleo fecha em alta de mais de 4% com nova escalada de tensões no Oriente Médio

O petróleo fechou em alta acima de 4% nesta sexta-feira (17), em meio à continuidade dos ataques entre Estados e Irã no Golfo Pérsico e à manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz. O avanço das cotações ganhou força após o Kuwait acusar Teerã de atingir uma usina de energia e dessalinização de água, elevando a tensão na região.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em alta de 4,47% (US$ 3,50), a US$ 81 78 por barril. O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 4,59% (US$ 3,87), a US$ 88,10 o barril. Na semana, o WTI acumulou alta de 14,5% e o Brent subiu 15,9%

Segundo o governo do Kuwait, o bombardeio do Irã atingiu uma estação de geração de energia e dessalinização de água, provocando um incêndio e danos a unidades de produção elétrica.

O Kuwait afirmou que os ataques representam uma grave violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Na outra ponta, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que as forças americanas destruíram ontem a torre de vigilância do Porto de Chah Bahar Shahid Kalantari, parte de uma rede de vigilância marítima ao longo da costa iraniana do Golfo de Omã, usada por décadas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

Para a Capital Economics, a escalada da guerra reforça a visão de que a recuperação dos fluxos de petróleo seria irregular e marcada por surtos de tensão.

“Os eventos recentes aumentaram de forma significativa as chances de um cenário mais adverso, no qual os fluxos de petróleo ficam restringidos por outro período prolongado”, destaca a consultoria.

Segundo a Axios, o governo Trump notificou Israel de que está enviando dezenas de aviões de reabastecimento adicionais para o país, antes de uma potencial expansão das operações militares contra o Irã.

A IRGC alertou que, enquanto os Estados Unidos continuarem os ataques contra alvos iranianos, não haverá nenhuma exportação de petróleo e gás da região e acrescentou que o controle total do Estreito de Ormuz permanece nas mãos de Teerã.

Fonte: Estadão Conteúdo / Fecombustíveis

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